sábado, 22 de janeiro de 2011
Eu estarei sempre aquii.
Há coisas que nos lembramos Que deveríamos esquecer Há coisas que lamentamos Que deveriam ser esquecidas, apagadas… E todas as coisas que esquecemos sem perceber Há sempre recordações, dias e agonias Que voltam a ser lembradas! Momentos indesejados Pensamentos imperfeitos Instantes alcançados por uma dor implacável Que nos derrota com ironia. Há instantes adiados Há instantes apertados em cada peito De todos os seres e sujeitos Ora rudes, ora afáveis Que nos faz amar ou odiar Que faz ser quem somos Numa vida sem harmonia. E por fim… O que resta de mim ou de ti? O que resta de cada um de nós Que ocupamos o mesmo chão Num mundo em contra-mão No mais puro egoísmo universal? Estamos sempre a tempo de mudar e lutar! Atingir a plenitude de cada um de nós Com a força de um grito que não sai Dar a palavra a quem não tem voz Estender a mão a quem tropeça e cai… E apagar com a borracha do tempo, A quem disse ou nos fez mal. Volta ao mundo como nasceste Despe o ódio que te veste Aprende a sofrer sorrindo E ensina a sorrir os que a teu lado sofrem. Segue o caminho dos teus sentidos Caminha sentindo a terra aos pés… Transforma um pesadelo, num sonho lindo Ressuscita a mente dos que morrem E volta a ser quem és! Ajuda a caminhar o cego que não quer ver Solta da prisão, um coração que quer partir… Procura num (não) entender As razoes indistintas das coisas E pinta no teu quadro, um mundo de novas cores O (sim) que a vida tem para se colorir! Não deixes que a tua porta se feixe Não deixes que a tua alma aceite Tormentos que a cada dia te tomba! Vai á luta com as mãos que Deus te deu Acende de novo a chama que em ti se perdeu! E mesmo assim… Ainda que toda a luz de ti, pareça fugir Ainda que o sol do teu mundo, teime em se extinguir Eu estarei sempre aqui… E serei a tua sombra!
(Moisés Correia)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário